segunda-feira, 13 de outubro de 2008

nota de falecimento canino

atena foi pro céu dos cachorritos domingo último, tolhida pelo mal que acomete todo inocente boxer (que não é atropelado ao sair pra farra): câncer. no entanto, ela esteve serelepe até os últimos dias, latindo bastante pro mocinho da caesb e comendo pão com manteiga. disse o veterinário que ela possivelmente nem sentiu dor, apenas seu coraçãozinho cansou do agito. parece que até levantou e deu uns passinhos antes de se retirar, com certeza com seu rebolado característico. rip 'palas' atena.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

platitudes supostas...

"I would never die for my beliefs because I might be wrong."

Atribuído a Bertrand Russell.

sábado, 30 de agosto de 2008

sono

quase todo tempo livre que me sobra agora é tomado por um sono inexorável. passei aqui apenas para dar sinal de vida a quem quer que porventura me visite. deixo a dica de conferir a lista dos meus favoritos no stumble upon (lista e links ao lado), tem artigos interessantes e páginas curiosas.

quinta-feira, 26 de junho de 2008

rabugices de 6 da manhã

Today's fortune: The heart is wiser than the intellect

talvez esse tipo de frase não só me dê calafrios como seja um dos problemas que enxergo no modo de falar analógico. não cabe ao coração ser sábio, afinal, "sábio" costuma ser característica atribuída a pessoas completas e com aparelho cognitivo, memória, capacidade discursiva etc. mas esse não é nem o primeiro porém que faz travar esta que aqui arenga. o que se quer dizer por "coração"? as emoções, suponho, ou algo que o valha. pois bem, é engraçado, mas usar o coração para unificar as emoções é algo que não puramente satisfaz uma necessidade de simplificar o discurso mas também acaba por unificar o que, creio, são coisas diversíssimas e numerosíssimas. as emoções, ainda (ou o que as valha). não acho que seja possível fazer essa unificação sem problemas. não sei bem quais são os problemas (nem mal). mas acho suspeito. me cheira como mais um dos buracos que a linguagem analógica tenta tapar, ou fazer parecer preenchidos por uma certa perspectiva, um jogo de espelhos e lentes... nesse ponto, é claro, me vejo mais uma vez usando o próprio recurso que é objeto das minhas rabugices. quero entender melhor diferenças entre metáfora, analogia, alegoria, ironia, metonímia etc. tenho alguns pontos de partida. ah, importante: aqui no blog NÃO estou fazendo filosofia nem teorizando sobre a linguagem, APENAS descarregando pífias representações, às vezes mais, às vezes menos, cifradas de emoções difíceis de se classificar e que não concordam com a sorte do orkut. esta rabugice não é nem um pouco mais sábia do que o intelecto. aliás, acho que tampouco faz sentido dizer que o intelecto pode ser sábio, por motivos similares aos opacamente esboçados ali em cima. enfim, são 6h20 da manhã e preciso terminar um trabalho.

quinta-feira, 22 de maio de 2008

este post não é auto-referencial e nem metalingüístico no âmbito do blog

"É isso precisamente que estamos fazendo aqui. Estamos confrontando uma forma de linguagem com seu ambiente, ou transformando-a na imaginação a fim de obter uma visão panorâmica do espaço em que a estrutura da nossa linguagem se coloca."

L.W.

domingo, 27 de abril de 2008

in media res

perguntou, mãos repousadas nos meus ombros: que sentido você dá aos seus sentidos, se algum?

ao que defendi assim: me comove hospedá-los. mais um subterfúgio?

assentiu, e as mãos deslizaram ao pescoço.

pensei em ter, mais uma vez, falado indiretamente, tentado intimar. dentro da boca, quase na garganta, a nitidez do medo, a familiar antecipação. ainda coube, num segundo, a consideração de que talvez por sempre ter contemplado meus limites, tenha-se afigurado o entrever constante do que não cabe. enfim, disse: sustentá-los pelo verbo, dar-lhes estrutura. esse o sentido. a verbalidade latente, mesmo não engendrada. o que não é dito, é dito. o resto, da natureza de que não se pode nem mesmo não dizer, ou dizer.

mãos do pescoço aos joelhos, e de volta atrás da própria cabeça. me lançou olhos rapidamente, no que logo completou: mas você ainda contorna o contorno, ao achar que deve falar sobre o que move aquilo que te move. não é seu. o que é, enfim, seu?

cada pergunta, uma imagem do seguinte campo: muro, barragem, parede. me confundiram com santa, me pediram graças. ou me reconheceram no embaraço em que faço casa desde sempre. ou me reconheci. por que não poderia continuar respondendo com indícios? não era um caso psicológico. assim não resolveria.

ele sustentava o olhar, esperando. sua expressão solidamente decidida. como se quisesse (secretamente) me ajudar, doar precisão. com gentileza, pressionei seus ombros para que recostasse e, envolvendo-o, enunciei: você está sempre certo.

sexta-feira, 25 de abril de 2008

interlúdio

dias de estudo e trabalho intenso. produção com palavras não literária, portanto.

de estético, que tenho a oferecer no momento, talvez minhas novas fotos no orkut.

ademais, deixo o link aqui para um álbum um pouco estranho, mas de que gostei muito. é de um conjunto chamado white noise, do final dos anos 60, inglês. early electronic.