palavras de silêncio
ontem, um dos interatores deste e do antigo blog me deixou um scrap com a seguinte mensagem:
Aliás, eu gostaria de dizer que apesar de não me identificar com esse aspecto, admiro profundamente tua necessidade (e disciplina) de exercício permanente e sistemático da língua, mesmo que sem nenhum propósito definido.
com a ajuda do glorioso wittgenstein, a quem fui recentemente apresentada, comecei a suspeitar qual seja o tal propósito. não o acho indefinido. o comentário de meu amigo foi completamente pertinente, mas a verdade é que, embora já tenha explicado tal propósito algumas vezes, lendo sobre o witt ele ficou bem mais claro. já havia resolução, porém pouca definição. agora, explico assim: o modo de funcionamento do mundo está impresso na linguagem, mas não é, acredito, expresso por ela. a prática da escritura é então, sublinhe-se (isto é importante!), pra mim, praticar vida, intra-agir com o mundo, malear o mundo.